A apreensão do celular ocorreu durante uma cirurgia de busca e apreensão, e a menção a Toffoli está sob segredo de Justiça, o que torna sua divulgação e interpretação ainda mais delicadas. Após receber essa informação, Fachin decidiu abrir um processo interno e notificou Toffoli para que ele possa apresentar sua defesa. A decisão sobre a permanência do ministro como relator do caso ficará a critério de Fachin.
Recentemente, Toffoli enfrentou críticas por sua continuidade na relatoria do caso, principalmente em virtude de reportagens que relataram a detecção de irregularidades em um fundo de investimento vinculado ao Banco Master. Este fundo, por sua vez, foi responsável pela aquisição de uma participação no resort Tayayá, situado no Paraná, que pertence a familiares do próprio ministro.
O gabinete de Toffoli, em resposta aos fatos, sustentou que a PF não tem legitimidade para solicitar sua suspeição, argumentando que a petição se baseia em “ilações”. Na nota, afirmam que a Polícia Federal, por não ser parte no processo, não possui legitimidade conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. A defesa do ministro será apresentada ao presidente da corte em momento oportuno.
As investigações em questão, que tiveram início com a Operação Compliance Zero em novembro de 2025, buscam desvendar a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, incluindo tentativas de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), um banco público associado ao governo do Distrito Federal. As fraudes detectadas nos procedimentos financeiros podem chegar a cifras expressivas, estimadas em até R$ 17 bilhões, o que evidencia a gravidade dos delitos em pauta e o impacto que poderão ter nas esferas financeira e política do país.
