Na última quinta-feira, dia 16, as atenções se voltaram para a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, que está sendo identificado como o operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento orquestrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Vorcaro já se encontra em custódia desde março deste ano.
Essas novas prisões são parte da quarta fase da Compliance Zero e foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa etapa se junta a outras 12 detenções realizadas anteriormente nas três fases anteriores da operação. É importante ressaltar que o número total de prisões é inferior ao de mandados executados, uma vez que Vorcaro foi detido em duas ocasiões distintas: primeiro em novembro de 2025 e novamente em março de 2026.
No total, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados brasileiros, entre eles Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O Ministério Público (MP) e a PF conseguiram uma decisão judicial que estabelece o sequestro ou bloqueio de bens Patrimoniais de suspeitos até o montante de impressionantes R$ 27,7 bilhões. Além disso, houve o afastamento dos investigados de possíveis cargos públicos.
William Murad, diretor-executivo da PF, destacou a complexidade da operação, afirmando que ela conta com múltiplas fases e elementos distintos. A primeira etapa, que ocorreu em 18 de novembro de 2025, emergiu de uma investigação mais ampla sobre a comercialização de títulos fraudulentos do Banco Master por parte do BRB. Com o avanço das investigações, foram identificados diversos desdobramentos, e nesta fase, a atenção se voltou mais para possíveis atos de corrupção envolvendo a gestão do BRB e uma rede sofisticada de lavagem de dinheiro.
O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, também se pronunciou, afirmando que a Operação Compliance Zero é apenas uma das diversas iniciativas que o governo federal vai implementar nas próximas semanas, com o intuito de intensificar o combate ao crime organizado no país. A fiscalização, portanto, promete continuar em um cenário que já tem se mostrado bastante turbulento para o sistema financeiro nacional.
