Entre os primeiros a depor está Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladora do Banco de Brasília (BRB). Este banco estatal do Distrito Federal está no centro do esquema relacionado à negociação de ativos fraudulentos do Banco Master. Além de Garcia, outras quatro testemunhas foram convocadas para o mesmo dia, incluindo diretores e empresários que supostamente têm informações cruciais sobre o caso.
Logo após, na terça-feira, serão ouvidos Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, e Luiz Antonio Bull, diretor de Compliance do Banco Master. Outros personagens-chave, como Angelo Antonio Ribeiro da Silva e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima, prestarão declaração via videoconferência. O andamento dos depoimentos, todos agendados para darem continuidade às investigações em um curto espaço de tempo, gerou descontentamento na Polícia Federal, que desejava um cronograma mais espaçado.
As investigações focam em sérias suspeitas que vão desde organização criminosa até lavagem de dinheiro. Detalhes do caso revelam que a instituição financeira em questão, o Banco Master, teria comercializado carteiras de crédito sem lastro, oferecendo retornos muito superiores ao mercado, mas sem garantias. As irregularidades podem envolver até R$ 12 bilhões, levantando dúvidas sobre a atuação de diretores e ex-diretores do BRB, que supostamente tinham conhecimento das fraudes.
Um aspecto delicado envolvendo o ministro Toffoli é a pressão que ele vem enfrentando em relação à sua condução do caso. Informações revelaram que ele viajou em um jatinho particular com um advogado vinculado ao caso e que familiares seus estão ligados a um fundo de investimentos relacionado ao Banco Master. Este cenário de relações inquietantes e perguntas sem respostas sobre o envolvimento de políticos tem gerado um clima de tensão nas investigações.
A situação culminou com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, que já havia barrado a aquisição de carteiras de crédito por parte do BRB. No entanto, o drama se estende, uma vez que os investidores prejudicados foram atendidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que já desembolsou mais de R$ 26 bilhões.
A investigação, que teve início na Justiça Federal, ascendeu ao STF após a PF encontrar documentos que mencionavam um deputado federal, que por conta de sua posição possui foro privilegiado. Ainda assim, as possíveis implicações do parlamentar permanecem incertas. As investigações foram prorrogadas por não menos do que 60 dias, permitindo assim que novos desdobramentos sejam explorados.
