JUSTIÇA – Polícia Federal Desmantela Organização Criminosa Envolvida em Tráfico Internacional de Drogas e Lavagem de Dinheiro em Operação Bilionária

Nesta quinta-feira, uma operação coordenada pela Polícia Federal teve como objetivo desmantelar uma sofisticada organização criminosa voltada para o tráfico internacional de drogas e a lavagem de dinheiro em escala impressionante. A força-tarefa resultou no cumprimento de nove dos treze mandados de prisão preventiva emitidos pela Justiça Federal, além de 44 mandados de busca e apreensão executados em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.

No transcurso da operação, intitulada Commodity, a Justiça também implementou medidas cautelares adicionais, que incluem o sequestro de ativos e o bloqueio de bens de investigados, limitando-se a um montante de até R$ 1 bilhão. A operação ocorreu no âmbito da Missão Redentor II e obteve suporte da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Um incidente notável aconteceu na cidade de Igaratá, em São Paulo, onde um dos alvos resistiu à prisão e iniciou um confronto armado com os policiais. Durante a troca de tiros, o suspeito, que teria laços com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi atingido, recebeu socorros imediatos, mas não sobreviveu. Felizmente, não houve feridos entre os agentes da lei.

As investigações revelaram que a organização criminosa havia montado uma robusta rede logística operando em diversas partes da América do Sul, Europa e Ásia, com o foco na exportação marítima de cocaína para o continente europeu. Desde 2021, o grupo teria enviado aproximadamente 6,5 toneladas da droga para diversos países europeus, mantendo articulações com as principais facções do Brasil, como o PCC e o Comando Vermelho.

Um dos métodos utilizados para ocultar a cocaína incluía disfarçar a droga em sacos de café e cimento, além da adulteração química, como a mistura em garrafas de refrigerante. Em setembro de 2025, por exemplo, uma apreensão no Porto do Rio de Janeiro flagrou cerca de meia tonelada de cocaína embalada em sacas de café, que teria como destino a Eslovênia, país da Europa central.

A movimentação financeira da organização era igualmente alarmante, com bilhões de reais sendo lavados através de uma complexa estrutura de ocultação patrimonial. O esquema incluía a criação de empresas de fachada para emitir notas fiscais fraudulentas, além de contas em criptomoedas e investimentos em bens de luxo.

Os investigados enfrentam acusações que vão desde organização criminosa transnacional até tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, e poderão ser ainda responsabilizados por outros crimes à medida que as investigações avancem.

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