JUSTIÇA – Polícia Federal deflagra segunda fase da Operação Exfil e investiga acessos ilegais a informações fiscais de ministros do STF e seus familiares.

A Polícia Federal (PF) deu prosseguimento à Operação Exfil, realizando nesta quarta-feira, 1º de novembro, sua segunda fase. A ação visa investigar o acesso ilegal a informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A operação recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, que é relator do caso.

Nesta nova etapa, as autoridades executaram um mandado de prisão e seis de busca e apreensão, abrangendo locais estratégicos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os envolvidos nesta investigação são acusados de acessar illegalmente os sistemas da Receita Federal e de comercializar dados sigilosos relacionados a membros do Judiciário.

A primeira fase da Operação Exfil ocorreu em fevereiro deste ano, tendo como foco principal servidores públicos lotados na Receita Federal e auditores do órgão. Essa iniciativa inicial revelou uma rede de acesso não autorizado, levantando preocupações significativas sobre a segurança e a proteção dos dados pessoais dos ministros do STF.

Em resposta aos indícios de irregularidades, o ministro Moraes impôs uma série de medidas cautelares aos servidores investigados. Essas ações incluem o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento constante, além do afastamento de suas funções públicas. Também foram determinados o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país para os acusados, visando garantir que as investigações ocorram sem obstáculos.

O cerne da Operação Exfil aponta para uma preocupação crescente com a privacidade e a segurança das informações de figuras públicas, especialmente em um país com um sistema judiciário tão relevante. Com essa operação, a PF reforça seu compromisso em combater o acesso indevido a dados e proteger a integridade das instituições democráticas. As investigações continuam, e novas fases podem ser esperadas à medida que a PF aprofunda suas apurações e busca desvendar a extensão das atividades ilegais. A sociedade aguarda com interesse os avanços desse caso que toca diretamente na relação entre a justiça e a proteção de informações sensíveis.

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