A medida surgiu após a constatação de que uma das armas, registrada em nome de Bolsonaro, não havia sido entregue conforme havia sido determinado em uma decisão anterior de Moraes. O ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, ora em regime de prisão domiciliar, por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado e outros atos ilícitos.
Na semana passada, no mesmo despacho em que decidiu pela manutenção da prisão domiciliar, Moraes ordenou que todas as armas legalmente registradas em nome de Bolsonaro fossem entregues à PF. Entretanto, a defesa do ex-presidente relutou, alegando que oito armas estariam sob a custódia da Polícia do Exército, mas os militares afirmaram que apenas seis armamentos estavam disponíveis.
Um dos casos mais emblemáticos foi o de um revólver de 9mm que foi apreendido em uma blitz de trânsito com um dos seguranças de Bolsonaro, levando Moraes a revogar todos os registros de posse e porte de armas em nome do ex-presidente. A situação não se limitou ao incidente, pois a defesa alegou que outra arma, uma carabina, estaria em uma importadora de material bélico em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Porém, essa informação não foi corroborada com a documentação adequada, o que levantou dúvidas sobre a real localização armamento.
Diante das discrepâncias apresentadas na defesa, Moraes enfatizou a necessidade da operação de busca e apreensão para garantir que as determinações judiciais fossem cumpridas. O ministro expressou preocupação em eliminar qualquer incerteza sobre a possível posse de armamentos pelo ex-presidente.
Após a busca desta quarta-feira, o advogado de Bolsonaro declarou que nada foi encontrado na residência, lamentando que um ex-chefe de Estado tenha que enfrentar esse tipo de ação. A situação permanece delicada e continua a atrair a atenção do público e da mídia, refletindo o impacto jurídico e político das decisões em torno do ex-presidente.
