José Ferreira foi capturado na tarde de domingo (4) no Jabaquara, zona sul da cidade. Ele agora enfrenta acusações de feminicídio e de descumprimento de uma medida protetiva previamente emitida. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as investigações foram conduzidas pela equipe do Garra/Dope, em colaboração com a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Após a detenção, Ferreira foi levado à delegacia e permanece à disposição da Justiça.
Na segunda-feira (5), ele passou por uma audiência de custódia, onde foi confirmado o cumprimento do mandado de prisão e não foram identificadas irregularidades nas diligências. José Ferreira segue detido enquanto aguarda os desdobramentos do caso.
Informações obtidas indicam que Carla havia denunciado o agressor cerca de um ano antes do crime, tendo recebido uma medida protetiva que proibia José de se aproximar dela. Apesar do apoio legal, a proteção não foi suficiente para evitar a tragédia. Após ser socorrida e submetida a uma cirurgia, Carla não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.
O caso de Carla é apenas um entre muitos que ilustram o crescente problema da violência contra mulheres em São Paulo. Dados alarmantes apontam que a capital registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde que as estatísticas começaram a ser coletadas em 2015. Isso evidencia uma preocupante tendência de aumento nos casos de violência baseada em gênero.
Recentemente, outro incidente chocante recebeu atenção midiática: o atropelamento de Tainara Souza Santos, que foi arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. Este caso, descrito pelo delegado responsável como tentativa de feminicídio, ressaltou as cruelidades envolvidas nesse tipo de violência.
A crescente onda de feminicídios e agressões contra mulheres reitera a urgente necessidade de ações efetivas e eficazes para proteger as vítimas e punir os agressores. O desafio permanece no foco das discussões sociais e políticas, na esperança de que tragédias como a de Carla e Tainara não se repitam.







