JUSTIÇA – Polícia Civil de SP Identifica Mandante do Roubo de Obras de Arte em Biblioteca e Executa Mandados de Prisão em Operação Conjunta

Polícia Civil desmantela quadrilha envolvida em roubo de obras de arte em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo deu um passo significativo na investigação do roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em dezembro de 2025, ao identificar o mandante do crime. Uma operação recente, realizada na última sexta-feira, resultou na execução de três mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública do estado.

Entre os suspeitos, dois deles, incluindo o chefe da quadrilha, já estavam detidos no Rio de Janeiro por tentativas de corrupção de um agente de segurança de um instituto federal, o que indicava uma estratégia para facilitar a subtração de obras de arte. Esses mandados de prisão foram cumpridos diretamente dentro da penitenciária. Junto aos líderes da organização criminosa, uma mulher que teria colaborado no furto também foi presa.

Esses indivíduos fazem parte de uma rede criminosa que atua na avaliação, ocultação e intermediação das obras de arte subtraídas, além de envolvimento na sua possível comercialização clandestina, elevando as suspeitas de que parte do acervo poderia ter sido enviada para o exterior. As ações da polícia foram direcionadas a vários municípios, incluindo São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e o Rio de Janeiro, abrangendo estabelecimentos vinculados ao comércio de arte e leilões.

O roubo em questão aconteceu no dia 7 de dezembro, durante a exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”. Durante a mostra, dois homens armados invadiram o local, renderam um vigilante e três visitantes, conseguindo evadir-se com 13 obras, sendo 8 gravuras de Henri Matisse e 5 de Cândido Portinari.

Após a ocorrência, a Polícia Civil agiu rapidamente, conseguindo prender um dos assaltantes ainda na mesma semana do crime. Outro suspeito foi capturado no dia 19 de dezembro. Apesar das investigações e prisões, as obras de arte ainda permanecem desaparecidas. A operação não apenas demonstra a eficácia das forças de segurança no combate a crimes de grande porte, mas também ressalta a vulnerabilidade de bens culturais em eventos públicos. A busca pela recuperação das obras e pela elucidação completa do caso continua.

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