JUSTIÇA – Polícia Civil de SC conclui investigação sobre morte de cão Orelha e ataque a Caramelo envolvendo adolescentes; medidas legais são tomadas contra os agressores.

Na noite de terça-feira, 3 de outubro, a Polícia Civil de Santa Catarina encerrou a investigação a respeito da trágica morte do cão Orelha, um animal que era amplamente estimado pela comunidade local e cujo falecimento ocorreu após um ataque brutal por quatro adolescentes no dia 4 de janeiro na Praia Brava. Orelha, que tinha aproximadamente dez anos, não sobreviveu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.

As investigações não se limitaram apenas a Orelha. Outro caso envolvendo um cão chamado Caramelo também foi analisado. Este último, embora atacado por quatro adolescentes, conseguiu escapar ileso, o que gerou um desdobramento relevante para as autoridades, que já instauraram um inquérito policial em relação a esse incidente.

No caso de Orelha, um dos adolescentes envolvidos no ato de violência teve seu pedido de internação acatado pelas autoridades. Além disso, três adultos, supostos parentes dos agressores, foram indiciados por tentarem coagir testemunhas do ataque. De acordo com o laudo de corpo de delito, Orelha foi vítima de um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como uma madeira ou uma garrafa. Apesar de ter sido levado a um veterinário, o animal não conseguiu se recuperar dos ferimentos.

A apuração da Polícia Civil foi meticulosa, envolvendo mais de mil horas de análise de imagens de câmeras de segurança na área e o depoimento de 24 testemunhas. O adolescente que teve a internação requerida se destacou não apenas pelo crime em si, mas também por ter viajado para a Disney logo após o ataque, retornando ao Brasil apenas em 29 de janeiro, momento em que foi abordado pelas autoridades no aeroporto.

No caso de Caramelo, os adolescentes tentaram afogar o animal no mar, mas ele conseguiu escapar. Agora sob os cuidados do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, Caramelo teve a sorte de encontrar um novo lar, refletindo um desfecho mais animador em comparação ao triste destino de Orelha. As investigações e os desdobramentos dos dois casos evidenciam a necessidade de um olhar mais atento sobre a proteção animal e a responsabilização dos envolvidos em atos de violência contra os pets.

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