As peças foram localizadas em um apartamento situado no centro de São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital paulista. Durante a operação, um homem que estava no imóvel foi detido por receptação, levantando novas suspeitas sobre a rede de criminosos por trás do assalto. O roubo em questão ocorreu de maneira audaciosa, em apenas alguns minutos, coincidindo com o último dia da exposição, o que demonstra a audácia e planejamento da quadrilha.
Além das obras de Matisse, outras cinco peças, desta vez do artista brasileiro Candido Portinari, foram levadas durante o assalto e, até o momento, continuam desaparecidas. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a investigação identificou um grupo especializado na prática de roubos a patrimônios culturais, que vem sendo progressivamente desarticulado pelas autoridades. A análise de imagens de câmeras de segurança levou à prisão de dois homens e uma mulher ainda em dezembro, logo após o ocorrido.
Em abril deste ano, uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro resultou na prisão de mais dois membros da facção criminosa, que estavam em ação durante uma tentativa de roubo. Um dos detidos é suspeito de ser o mentor do roubo à Biblioteca Mário de Andrade, o que evidencia a complexidade da operação criminosa.
As investigações levaram a intensas buscas em endereços ligados ao grupo criminoso em diversas cidades, incluindo São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro. As informações coletadas durante essas diligências foram cruciais para a operação que culminou na recuperação das obras de Matisse. O sucesso dessa operação representa um alivio para o mundo da arte e para a segurança patrimonial do país, reafirmando o compromisso das autoridades em combater o crime organizado e proteger o patrimônio cultural nacional.
