Segundo a denúncia de 272 páginas, baseada em evidências e depoimentos de investigados como o ex-ajudante de Ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, o ex-presidente não apenas tinha conhecimento, mas também participou ativamente de ações planejadas para a consumação do golpe de Estado. Essas ações incluíam supostos planos para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A PGR sustenta que o cenário de instabilidade social após as eleições de 2022 foi resultado de uma longa construção da organização criminosa, que se intensificou a partir de 2021. A denúncia destaca que Bolsonaro adotou um tom de ruptura com a normalidade institucional, desafiando decisões do Supremo Tribunal Federal e do sistema eleitoral.
A trama conspiratória foi sendo arquitetada em diferentes frentes, com o objetivo de desestabilizar as instituições democráticas. A denúncia menciona a participação ativa de Bolsonaro em discursos públicos agressivos, ataques aos poderes constituídos e convocações às Forças Armadas para agirem.
A defesa do ex-presidente reagiu à denúncia afirmando estar “estarrecida e indignada”, negando qualquer participação de Bolsonaro em movimentos que visavam à desconstrução do Estado Democrático de Direito. No entanto, a PGR possui provas que apontam o contrário, como a cópia de um discurso encontrado na sede do PL e no celular de Mauro Cid, que reforçam a atuação de Bolsonaro no suposto plano golpista.
Diante dessas graves acusações, o caso traz à tona questões políticas e jurídicas que podem impactar profundamente o cenário nacional. É fundamental aguardar os desdobramentos da investigação e os próximos passos da justiça para entender o desfecho dessa denúncia.
