Essa informação foi revelada após o ministro Moraes ordenar o envio de qualquer conversa entre Rivaldo e Marielle, a pedido da defesa do ex-chefe da Polícia Civil. Rivaldo foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ser um dos mentores do crime e está preso preventivamente desde março do ano passado.
De acordo com a denúncia da PGR, Rivaldo teria planejado e ordenado a morte da vereadora, além de ter interferido nas investigações sobre o crime enquanto chefiava a Polícia Civil do Rio de Janeiro. A defesa de Rivaldo pretendia usar as conversas para demonstrar uma relação cordial e profissional entre ele e Marielle.
Além das conversas com Marielle, a defesa também buscava acesso a diálogos entre Rivaldo e outros delegados que atuaram no caso, alegando que o ex-chefe da Polícia Civil teria feito cobranças sobre a apuração do assassinato da vereadora.
O delegado da Polícia Federal, Guilhermo Catambry, informou que a perícia no celular apreendido com Rivaldo não encontrou nenhuma conversa com os interlocutores citados. Também não foram encontradas conversas com essas pessoas no celular da esposa de Rivaldo.
O assassinato de Marielle e Anderson em março de 2018 chocou o país, sendo alvo de intensas investigações. A PGR sustenta que o deputado Chiquinho Brazão, juntamente com seu irmão Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa, planejaram a morte da vereadora devido à atuação dela contra as milícias na zona oeste do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal continua trabalhando para esclarecer integralmente o caso e trazer justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes. Novas informações deverão surgir à medida que as investigações avançam.