O relatório apontou que a rápida e repetitiva difusão de narrativas golpistas alimentou o desejo de grupos extremistas em realizar um golpe de Estado, que teria sido planejado pelo ex-presidente e seus aliados. No entanto, tal golpe não foi concretizado devido à falta de adesão do Exército e da Aeronáutica.
A PF destacou que esse método de ataques sistemáticos aos valores democráticos do Estado criou um ambiente propício para o crescimento do radicalismo, que culminou nos atos do dia 8 de janeiro de 2023 e no atentado bomba ocorrido em Brasília em 13 de novembro de 2024.
Além destes incidentes, o relatório da PF também citou a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal em Brasília em dezembro de 2022 e a tentativa de explosão de um caminhão-tanque no aeroporto da mesma cidade no mesmo mês.
Com a quebra do sigilo do relatório, o inquérito do golpe foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR), onde o procurador-geral da República, Paulo Gonet, irá decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão denunciados ao Supremo Tribunal Federal pelos crimes imputados pela PF.
Diante de tais revelações, o país aguarda ansiosamente por desdobramentos e possíveis desfechos judiciais relacionados a esse grave caso de conspiração contra a democracia brasileira.





