Segundo a PF, Bolsonaro teria conhecimento prévio do planejamento de ações que visavam atentar contra a democracia brasileira. O relatório da investigação ressalta que o ex-presidente “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de Estado e da abolição do Estado democrático de Direito”.
Além disso, os investigadores apontam que Bolsonaro estava ciente do plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que teria como objetivo o sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. O relatório enfatiza que as ações eram reportadas diretamente a Bolsonaro ou por intermédio de Mauro Cid.
Por fim, a PF destaca que o golpe de Estado não se concretizou devido à resistência do alto comando das Forças Armadas, que se manteve fiel à defesa do Estado Democrático de Direito. Bolsonaro, por sua vez, negou veementemente as acusações em uma coletiva de imprensa, afirmando nunca ter discutido golpe com ninguém e que todas as suas ações foram pautadas dentro dos limites da Constituição.
A Agência Brasil está em busca de uma declaração da defesa de Bolsonaro para incluir seu posicionamento no texto. A polêmica envolvendo as acusações de tentativa de golpe de Estado promete continuar gerando repercussão nos próximos dias, conforme mais detalhes forem revelados sobre o caso. Este é sem dúvida um desdobramento que irá marcar a história política recente do Brasil.






