O relatório da PF indiciou Bolsonaro e mais 36 pessoas por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O sigilo do documento foi derrubado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes. De acordo com os investigadores, Bolsonaro atuou de forma direta e efetiva nos atos executórios para tentar um golpe de Estado, planejando e dominando as ações realizadas pela organização criminosa.
Além do atentado com o homem-bomba e dos atos de 8 de janeiro, a PF citou outras tentativas de violência, como a invasão da sede da Polícia Federal em Brasília e a tentativa de explosão de um caminhão-tanque no aeroporto da capital. O relatório também revelou que o almirante Almir Garnier, na época comandante da Marinha, anuiu com a articulação golpista, colocando as tropas à disposição de Bolsonaro.
Um documento apreendido pelo PF na sede do Partido Liberal propõe ações para interromper o processo de transição de governo, com uma clara alusão ao impedimento de que o vencedor das eleições de 2022 assumisse a presidência. Esse documento, encontrado na mesa do assessor do general Walter Braga Netto, detalha a “Operação 142”, que era uma possível estratégia para implementar uma ruptura institucional após a derrota eleitoral de Bolsonaro.
A PF enviou o inquérito do golpe para a Procuradoria-Geral da República (PGR), onde o procurador-geral, Paulo Gonet, irá decidir se Bolsonaro e os demais acusados serão denunciados ao Supremo pelos crimes imputados pelo relatório da PF. Esta conclusão das investigações reforça a gravidade das ações golpistas durante o governo de Jair Bolsonaro e destaca a importância da manutenção da democracia e do Estado de Direito no país.
