Justiça Paulistana Mantém Prisão de Empresários Financiadores de Plano do PCC para Matar Promotor em Campinas

No último sábado, 30 de agosto, a Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão dos empresários Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos. Ambos são suspeitos de financiar um plano orquestrado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) que visava assassinar um promotor de Justiça na cidade de Campinas, no interior do estado. Vale destacar que, até o momento, o atentado não foi concretizado.

Durante a audiência de custódia realizada no mesmo dia, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou que não foram encontradas irregularidades nas prisões, resultando na manutenção da detenção dos empresários. Informações repassadas pelo Judiciário destacam que a investigação se intensificou após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) descobrir o plano na quarta-feira, 27 de agosto. A operação policial, que culminou nas prisões, foi realizada em conjunto com o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), resultando também na execução de quatro mandados de busca e apreensão.

Além dos dois detidos, um mandado de prisão foi emitido contra Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão, chefe da chamada “ala da morte” do PCC e considerado o principal articulador do plano contra o promotor. Informações da polícia indicam que Mijão está foragido, com suspeitas de que ele tenha buscado refúgio na Bolívia, onde gerenciaria atividades relacionadas ao tráfico internacional da facção criminosa.

Maurício Zambaldi, conhecido como “Dragão”, é proprietário da Dragão Motors, uma loja de motocicletas em Campinas. Ele é acusado de atuar como laranja da facção, utilizando o comércio de veículos como fachada para movimentar dinheiro resultante do tráfico de drogas. Já José Ricardo Ramos tinha a função de monitorar a rotina do promotor e identificar seus locais frequentes, além de providenciar veículos blindados e operadores para executar o plano de emboscada.

O promotor alvo do atentado é Amauri Silveira Filho, membro do Gaeco em Campinas, reconhecido por liderar investigações sobre corrupção em contratos públicos e a conexão entre policiais civis e o tráfico de drogas. As investigações revelam que os empresários financiaram tanto a compra de veículos e armas quanto a contratação de executores para a ação, com o intuito de interromper investigações que envolviam o PCC e suas atividades ilícitas.

Até o fechamento desta reportagem, a defesa dos empresários não havia se manifestado, mas o espaço permanece aberto para qualquer resposta. As implicações do caso revelam a profunda conexão entre o crime organizado e ações de corrupção no sistema judicial, evidenciando um grave desafio na luta contra a criminalidade em São Paulo.

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