Durante a manifestação, Malafaia disparou críticas severas aos generais do Exército, chamando-os de “frouxos, covardes e omissos” e questionou a honra dos militares, afirmando que eles “não honram a farda que vestem”. A defesa do pastor argumenta que essas expressões foram utilizadas de maneira genérica e não se referiam especificamente ao comandante do Exército, general Tomás Paiva.
Os advogados de Malafaia sustentam que não houve ofensas pessoais, mas que as declarações foram críticas direcionadas a uma classe, e não a indivíduos em particular. “As críticas apresentadas pelo denunciado foram genéricas, não se voltando contra pessoas específicas ou identificando quem quer que seja, e, obviamente, não tendo o intuito de desonrar a suposta vítima”, afirmaram os defensores.
Além disso, a defesa argumenta que o pastor não possui foro privilegiado, ou seja, não pode ser julgado pelo STF, e destaca que houve uma retratação por parte de Malafaia em relação às suas declarações. Com a entrada da manifestação da defesa nos autos, cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, decidir se marcará uma data para o julgamento da denúncia.
Este episódio lança uma luz sobre as tensões entre os setores religiosos e militares no Brasil e levanta questões sobre os limites da liberdade de expressão, especialmente em contextos políticos. A situação reflete um ambiente cada vez mais polarizado, onde declarações de figuras públicas podem resultar em consequências legais significativas. Enquanto aguardamos o desenvolvimento desse caso no STF, a atenção do país se volta para a dinâmica entre a autoridade civil e as vozes da religião na esfera pública.
