Desde o início das investigações, o MPRJ tem se empenhado para localizar e ouvir os parentes das vítimas com o intuito de esclarecer os eventos que levaram à tragédia. O encontro de terça-feira foi uma oportunidade crucial para coletar relatos sobre a dinâmica da operação, auxiliando na elucidação dos fatos. A escolha do local foi estratégica, visando facilitar o acesso à justiça para aqueles que poderiam enfrentar dificuldades em se deslocar até a sede do MPRJ.
A assistente do Gaesp, Laura Minc, destacou que a iniciativa busca aumentar a adesão dos familiares, especialmente aqueles que não puderam comparecer às convocatórias anteriores por dificuldades de agenda ou acesso. O ouvidor do MPRJ, David Faria, também enfatizou a relevância de ouvir as vozes das vítimas, ressaltando que a Ouvidoria representa um canal importante para a população se aproximar da instituição e para a proteção dos direitos humanos.
Após a Operação Contenção, o MPRJ iniciou uma investigação independente, adotando uma série de providências que incluem a instauração de Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e a coleta de dados de órgãos de segurança pública para esclarecer as circunstâncias da ação policial. Além disso, laudos referentes às vítimas estão sendo elaborados e mais de 3.600 horas de gravações de câmeras corporais da Polícia Militar estão sendo analisadas.
O Gaesp também formulou recomendações para a criação de protocolos conjuntos entre as secretarias de Segurança Pública, Polícia Civil e Polícia Militar, visando reduzir riscos e mitigar danos em operações policiais. Denúncias relacionadas à operação já foram apresentadas, envolvendo 27 policiais militares por uma série de irregularidades, incluindo apropriações indevidas e obstrução de investigações.
Essas iniciativas não apenas buscam justiça para as vítimas e suas famílias, mas também visam melhorar a condução de futuras operações, garantindo maior transparência e responsabilidade institucional nas ações de segurança pública.