Durante o pleito, Marçal fez sérias acusações contra Boulos, associando sua imagem ao uso de cocaína. Em um movimento controverso, o influenciador apresentou, em suas redes sociais, um laudo médico falso que alegava que Boulos havia recebido atendimento por dependência de drogas. Essa ação gerou tanto repercussão que levou a Justiça Eleitoral a suspender o perfil de Marçal no Instagram, ao identificar indícios de falsidade no documento apresentado.
A atuação de Marçal foi alvo de investigação pela Polícia Federal, que registrou um indiciamento pelo uso e divulgação do laudo falsificado. Na sentença que lhe foi imposta, Proferida pelo juiz Danilo Fadel de Castro da 10ª Vara Cível de São Paulo, enfatizou a linha tênue entre a liberdade de expressão e a prática de crimes contra a honra. O juiz lembrou que a crítica e os debates políticos, por mais acentuados que sejam, não podem justificar a disseminação de informações falsas com o intuito de prejudicar a reputação de outrem.
O magistrado observou que Marçal não apenas ultrapassou os limites do debate saudável, mas também fabricou uma “realidade” fictícia para incriminar Boulos, usando um documento com uma assinatura supostamente forjada de um médico falecido. O juiz descreveu a ação de Marçal como uma “mentira documental”, resultante de uma estratégia calculada para enganar o eleitorado e atacar a honra do adversário.
Em resposta à condenação, Pablo Marçal declarou que a decisão é de primeira instância e, portanto, não definitiva. Ele revelou que já está tomando as medidas legais necessárias para recorrer da decisão, expressando confiança de que a Justiça revisará o caso em instâncias superiores. Por outro lado, Boulos também se manifestou nas redes sociais, afirmando que a condenação ainda é insuficiente e que seguirá com ações criminais contra Marçal. Em suas palavras, enfatizou que aqueles que usam fake news na política devem ser excluídos da vida pública.
