Na sua defesa, Zambelli argumentou que a foto havia sido disponibilizada em um banco de imagens e que, portanto, qualquer reivindicação deveria ser feita a essa entidade. Além disso, seus advogados sustentaram que a ampla circulação de imagens nas redes sociais justificaria seu uso sem os direitos autorais devidamente pagos. Contudo, os argumentos da defesa não foram aceitos pelo tribunal, que decidiu a favor do fotógrafo.
O julgamento transitou em julgado em fevereiro de 2025, mas até o momento, Zambelli, que se encontra detida na Itália, não fez o pagamento da quantia estipulada, que chega a R$ 17,7 mil. Como resultado, a Justiça determinou que os bens de sua casa situada em Mariporã, na região metropolitana de São Paulo, sejam avaliados para um possível leilão, a fim de saldar a dívida.
Vale lembrar que Carla Zambelli está enfrentando outras complicações legais. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a penas somadas de 16 anos e 11 meses de prisão por vários crimes, incluindo a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e porte ilegal de armas. A ex-deputada deixou o Brasil e foi presa em Roma, na Itália, em julho de 2025, quando foi incluída na lista vermelha da Interpol devido ao risco de fuga.
Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, informou às autoridades italianas que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia, está pronta para receber Zambelli, caso sua extradição para o Brasil seja confirmada. Assim, a ex-parlamentar poderá cumprir suas penas na prisão no país. Essa situação revela um cenário conturbado para a ex-deputada, ilustrando as consequências de seu envolvimento em ações judiciais e legais complexas.





