O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio à notícia da operação, manifestou seu desejo para que o rigor da lei seja aplicado contra aqueles que atacaram a democracia, financiando os acampamentos que culminaram na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2022. Lula afirmou que é importante que as investigações sejam realizadas para identificar quem financiou os acampamentos, e ressaltou a importância de esperar pelas investigações para se posicionar de forma mais conclusiva.
A operação contou com 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva, além de 48 medidas cautelares, incluindo a proibição de manter contato com outros investigados, a proibição de sair do país, entrega dos passaportes e a suspensão do exercício de funções públicas. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, expediu as medidas, inclusive a apreensão do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A operação foi desencadeada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, fechar um acordo de colaboração premiada com investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e já recebeu a homologação do STF.
Diversas figuras importantes do cenário político nacional estão sendo alvo da operação, com mandados de prisão expedidos contra o ex-assessor especial de Bolsonaro Felipe Martins, coronel Bernardo Romão Correa Neto, coronel da reserva Marcelo Costa Câmara e o major Rafael Martins de Oliveira. As medidas judiciais estão sendo cumpridas em nove estados brasileiros, além do Distrito Federal, com acompanhamento do Exército Brasileiro em alguns dos mandados.
Em resumo, a Operação Tempus Veritatis está se revelando uma das mais impactantes e significativas ações policiais recentes, mobilizando figuras proeminentes do governo anterior e demonstrando a intensidade da luta contra atos que atentem contra a democracia no país.
