Os investigadores estão cumprindo uma série de mandados de prisão e busca e apreensão nas instituições de segurança pública de locais estratégicos, incluindo o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu, no Paraná. Até o início da manhã do dia 15, a ação havia resultado na prisão de oito indivíduos, de um total de dez ordens judiciais emitidas.
A investigação teve início após a identificação de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao TCP, que atua nas comunidades da região central do Rio. Contudo, a apuração se aprofundou e revelou a interconexão com grupos ligados ao CV e PCC. O método operante consistia na utilização de empresas de fachada espalhadas por diversos estados, que serviam para dar uma falsa aparência de licitude aos recursos oriundos do tráfico, receptação e comércio de produtos falsificados.
As autoridades estão debruçadas sobre uma vasta quantidade de transações financeiras que revelam movimentações incomuns e exageradas em relação às capacidades financeiras dos envolvidos. Manobras como a abertura de empresas recém-formadas, depósitos fracionados e a cooptação de contadores foram utilizadas para ocultar a origem do dinheiro ilícito.
Além do âmbito local, a investigação também indicou possíveis conexões internacionais. Os policiais civis estão analisando se o esquema poderia estar vinculado ao financiamento de organizações terroristas. Um dos investigados teria laços comerciais com indivíduos sancionados pelos Estados Unidos por supostamente integrarem redes de financiamento da Al-Qaeda. As investigações, portanto, não só buscam trazer à tona as operações de facções criminosas no Brasil, mas também se alargam para o horizonte do terrorismo internacional, prometendo um aprofundamento nas apurações relacionadas a essa complexa trama.





