O Cira, que conta com a colaboração da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado, do Ministério Público e da Procuradoria Geral do Estado, atua em conjunto com as Polícias Civil e Militar na busca por provas e na identificação dos responsáveis por essas práticas ilegais. O foco das investigações inclui crimes tributários, organização criminosa, estelionato, falsidade documental e lavagem de dinheiro, evidenciando a gravidade da situação.
De acordo com os relatos, o esquema funcionava por meio de escritórios de advocacia e consultoria, que ofereciam créditos tributários a empresas, apresentando-os de forma fraudulenta como se fossem autorizados pelo Fisco. Esse processo possibilitou que as organizações reduzissem o pagamento do ICMS, repassando até 70% do valor dos créditos a esses escritórios em forma de honorários. Com isso, uma quantia significativa de recursos que deveria ser destinada ao Estado simplesmente deixava de entrar nos cofres públicos.
A Operação Distrato abrangia a execução de 38 mandados de busca e apreensão em diversos locais, incluindo a capital paulista e cidades como Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além de cidades paranaenses como Cambé e Londrina. A magnitude da operação revela a determinação das autoridades em combater a sonegação fiscal e suas consequências para a sociedade, reiterando a importância de um sistema tributário justo e transparente. As investigações continuam, na esperança de que mais detalhes sobre a rede criminosa sejam revelados, contribuindo para a recuperação dos ativos públicos desviados.





