Além das prisões e apreensões, a decisão do STF também incluiu o bloqueio de bens e valores dos investigados, totalizando R$ 18,85 milhões. As investigações visam aprofundar um suposto esquema de corrupção, que envolve lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A complexidade do caso, que se desdobra a cada fase da operação, revela as ramificações do crime organizado dentro das instituições.
Na 4ª fase da operação, realizada em abril deste ano, a PF prendeu de forma preventiva o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, considerado o operador jurídico-financeiro de um esquema fraudulentos. O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, é outro nome atrelado às investigações e está sob custódia desde março.
Desde o início das investigações, as quatro fases anteriores da Operação Compliance Zero resultaram na execução de 96 mandados de busca e apreensão em diferentes estados brasileiros, incluindo Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Em conjunto, a PF e o Ministério Público (MP) conseguiram bloquear ou sequestrar bens patrimoniais de suspeitos que chegam a R$ 27,7 bilhões, além de assegurar o afastamento dos investigados de cargos públicos, indicando a gravidade do esquema em questão.
Com essas medidas, a Operação Compliance Zero segue revelando um cenário alarmante sobre a corrupção e práticas ilícitas que permeiam o sistema financeiro e político brasileiro, chamando a atenção da sociedade e das autoridades. As investigações continuam a desvendar as intricadas teias de corrupção, enquanto a Polícia Federal se compromete a agir de forma incisiva contra a impunidade.





