Justiça nega redução de sessões psiquiátricas a Suzane von Richthofen após pedido da Secretaria de Saúde de Bragança Paulista.

A Justiça de São Paulo decidiu negar um pedido de Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais em 2002, para reduzir a frequência das sessões psiquiátricas e psicológicas obrigatórias. Desde que progrediu para o regime aberto, em janeiro do ano passado, Suzane tem que passar por esses tratamentos regularmente.

O juiz responsável pela decisão foi Carlos Henrique Scala de Almeida, da 5ª Câmara de Direito Criminal do Foro de Bragança Paulista, cidade do interior de São Paulo onde a criminosa reside atualmente. A defesa de Suzane entrou com um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo para contestar a decisão, que ainda aguarda análise.

O pedido de redução foi feito pela Secretaria Municipal de Saúde de Bragança Paulista, alegando que a detenta não apresentou sintomas que justificassem a continuidade do tratamento. Atualmente, Suzane precisa se consultar com um psicólogo do Centro de Atenção Psicossocial uma vez por semana e com um psiquiatra uma vez por mês. Caso o pedido fosse aceito, ela teria sessões mensais com o psicólogo e consultas trimestrais com o psiquiatra.

A advogada que representa Suzane, Jaqueline Beatriz Domingues, argumentou que a paciente progrediu em seu tratamento, conforme relatado pelo médico. Portanto, não haveria motivo para negar a redução solicitada. O portal Metrópoles tentou entrar em contato com a defesa de Suzane, mas não obteve resposta até o momento.

A decisão da Justiça em manter a obrigatoriedade das sessões psiquiátricas e psicológicas reforça a importância do acompanhamento adequado para a saúde mental de detentos que precisam de tratamento. A recusa do pedido de Suzane von Richthofen mostra que a justiça prioriza a segurança e o bem-estar da sociedade como um todo.

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