Em seu despacho, Moraes destacou que o médico responsável pela avaliação constatou apenas ferimentos leves e recomendou que Bolsonaro permanecesse em observação, tornando “desnecessária” a transferência imediata para um hospital. A defesa do ex-presidente, contudo, foi informada de que ele poderia solicitar exames médicos, desde que houvesse uma indicação específica e comprovada de necessidade, além de serem previamente agendados.
A situação foi trazida à tona pela esposa de Bolsonaro, Michelle, que utilizou suas redes sociais para comunicar aos seguidores que o ex-presidente havia passado por um episódio gravíssimo. Na postagem, ela relatou que, durante a madrugada, enquanto dormia, ele teve uma crise e caiu, batendo a cabeça em um móvel. Michelle expressou preocupação com a demora no atendimento médico, que só foi realizado na manhã do mesmo dia, e criticou a situação de isolamento, mencionando que o quarto do ex-presidente permaneceu fechado até o momento da visita.
Além da descrição do ocorrido, a ex-primeira-dama apontou que Bolsonaro não tinha clareza sobre o tempo que ficou desacordado e mencionou a necessidade urgente de exames para descartar possíveis danos neurológicos decorrentes da queda. O médico Cláudio Birolini, que já havia atendido o ex-presidente, confirmou em declarações à imprensa que o episódio estava associado a um “traumatismo leve”.
Diante desse quadro, o cenário segue tenso, com a defesa de Bolsonaro esperando a autorização para a realização dos exames solicitados, enquanto o ex-presidente permanece sob custódia da Justiça e sob a vigilância da Polícia Federal. A preocupação com a saúde do ex-presidente está gerando uma série de discussões não apenas entre familiares, mas também nas esferas política e pública, refletindo a polarização que ainda persiste no país.







