Em resposta à matéria, veiculada pelo Portal Metrópoles, Moraes não apenas negou a veracidade das informações, mas também classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”. Através de uma nota oficial, o ministro ressaltou que a reunião mencionada nunca aconteceu e lamentou que tais alegações sigam um padrão de ataques desqualificados aos membros da Suprema Corte. Moraes enfatizou a gravidade das denúncias, insinuando que uma narrativa “criminoso” estaria em circulação visando desacreditar os integrantes do STF.
O foco sobre Moraes não é uma novidade. No final do ano passado, ele foi mencionado em um contexto que envolvia discussões sobre a compra do Banco Master. Uma reportagem do jornal O Globo indicou que o ministro supostamente defendeu a operação durante encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No entanto, Moraes sempre sustentou que esses encontros tinham como tema principal a Lei Magnitsky, uma norma adotada pelo governo dos Estados Unidos que impõe sanções a indivíduos acusados de violações de direitos humanos.
Ademais, antes da liquidação do Banco Master – determinada por suspeitas de fraude – o escritório de advocacia Barci de Moraes, associado à família do ministro, prestou serviços à instituição financeira. Em um desdobramento significativo, a investigação em torno do Banco Master foi transferida para tramitação no STF, aumentando a complexidade do caso.
No ano seguinte, ou seja, em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que visava investigar a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master. As suspeitas de irregularidades, que incluíram a tentativa de compra do banco pelo BRB, resultaram em investigações que podem revelar fraudes de até R$ 17 bilhões. A situação continua a evoluir, à medida que o público aguarda mais esclarecimentos sobre esse imbróglio financeiro e jurídico.
