JUSTIÇA – Moraes intensifica monitoramento de Bolsonaro em prisão domiciliar após parecer desfavorável da PGR sobre vigilância 24 horas da Polícia Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou um aumento na vigilância em torno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente está em prisão domiciliar em um condomínio no Jardim Botânico, uma das áreas mais nobres de Brasília. Essa medida foi tomada em um contexto delicado e relevante, especialmente considerando o histórico político de Bolsonaro, que se encontra em um momento crítico de sua carreira.

A decisão de Moraes ocorreu após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ter se posicionado contrariamente a um pedido da Polícia Federal para que agentes realizassem um monitoramento interno contínuo na casa do ex-presidente. No entanto, Gonet sugeriu um reforço nas medidas de segurança nas proximidades do local, o que foi prontamente aceito pelo ministro.

Em sua ordem, Moraes requisitou que a Polícia Penal do Distrito Federal aumentasse a vigilância externa, englobando as áreas em volta da casa e também as divisões com os imóveis adjacentes que poderiam representar uma saída indesejada para Bolsonaro. Além disso, o ministro determinou que fosse realizada a inspeção de todos os veículos que deixassem a residência do ex-presidente. Essas inspeções devem ser minuciosamente documentadas, registrando informações sobre os veículos, motoristas e passageiros e enviadas ao STF diariamente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, juntamente com outros sete aliados, está prestes a enfrentar um julgamento na Primeira Turma do STF, marcado para a próxima terça-feira. Esta audiência é especialmente significativa, pois todos são réus envolvidos em investigações de uma suposta trama golpista.

Desde o início de agosto, Bolsonaro se encontra em prisão domiciliar, monitorado por uma tornozeleira eletrônica. A medida foi imposta após Moraes concluir que o ex-presidente havia infringido as condições que limitavam suas interações nas redes sociais, permitindo que terceiros postassem em seu nome.

Recentemente, a Polícia Federal revelou a descoberta de um documento de solicitação de asilo político para ser apresentado ao atual presidente argentino, Javier Milei. De acordo com informações, esse documento estava armazenado no celular de Bolsonaro desde 2024. A defesa do ex-presidente explicou que se tratava apenas de um rascunho, negando a tentativa de fuga do país. A situação segue em evolução, à medida que novos desdobramentos podem ocorrer nos próximos dias.

Sair da versão mobile