A nova prisão de Bacellar ocorre em meio a uma investigação que supostamente revela que ele teria vazado informações sigilosas ligadas ao caso do deputado estadual TH Joias. Além disso, a PF informou que Bacellar também foi alvo de uma operação de busca e apreensão em sua residência. As ações fazem parte do desdobramento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, uma iniciativa que visa investigar a conexão entre agentes públicos e organizações criminosas, ao mesmo tempo em que busca medidas para conter a letalidade policial em contextos de atuação nas favelas do Rio.
Em dezembro do ano passado, Rodrigo Bacellar já havia enfrentado uma prisão, mas foi libertado após um voto decisivo na Alerj que revogou sua detenção. Naquela ocasião, o ministro Moraes também concedeu um mandado de soltura. No entanto, a situação se complicou após a cassação do mandato de Bacellar, que ocorreu na mesma decisão em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou o ex-governador Claudio Castro inelegível.
O ministro Moraes argumentou que a manutenção da prisão se faz necessária para garantir a eficácia da investigação e a ordem pública. Em sua decisão, enfatizou a importância da ação judicial para a aplicação da lei penal, considerando questões de conveniência na instrução criminal.
A defesa de Bacellar, por meio de seu advogado, Daniel Bialski, manifestou sua intenção de recorrer da decisão. O advogado classificou a nova prisão como indevida e desnecessária, argumentando que Bacellar havia cumprido todas as medidas cautelares estabelecidas anteriormente. “Estamos preparados para contestar e buscar a revogação dessa decisão o quanto antes”, afirmou.
Com a situação de Bacellar se encaminhando para um novo desfecho jurídico, a atenção do público e da mídia permanece voltada a esse caso que envolve investigações em um contexto de grandes repercussões políticas e sociais.






