Durante o depoimento, Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, argumentou que a posse da arma se justificava pela presença de três mulheres em sua residência: sua esposa, Michelle, a enteada e sua filha. “Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”, declarou ao delegado, uma afirmação que aparentemente poderá influenciar a avaliação do cumprimento de sua prisão domiciliar.
Alexandre de Moraes, em sua análise, considerou essa declaração do ex-presidente como uma possível infração grave das condições de sua prisão. Ele destacou que, segundo a Lei de Execução Penal (LEP), a posse inadequada de armamentos configura uma falta grave, sendo interpretada como uma ameaça à integridade física de terceiros.
Dada a complexidade do caso, o ministro enfatizou a importância de que a PGR investigue se a situação da arma poderá impactar a renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro, cujo prazo de 90 dias expira nesta quinta-feira. Essa questão se torna ainda mais pertinente à luz dos acontecimentos recentes, em que um segurança do ex-presidente foi abordado em uma blitz em Brasília com a arma em questão. O militar, responsável pelo armamento, alegou que a arma estava sendo levada para reparo, o que levantou questionamentos adicionais sobre o contexto em que foi encontrada.
A requisição de Moraes por esclarecimentos sobre o pedido de reparo da arma, feito próximo ao fim do período de prisão domiciliar, sugere uma vigilância rigorosa sobre as ações do ex-presidente e suas implicações legais. A situação continua a evoluir e promete gerar desdobramentos significativos, não apenas para Bolsonaro, mas também para as instituições da justiça brasileira.





