Moraes destacou que, embora a visita do parlamentar tenha sido previamente autorizada, o uso de celulares é estritamente proibido, tanto para o ex-presidente quanto para seus visitantes. Essa regra visa garantir a segurança e a integridade das informações enquanto Bolsonaro cumpre sua pena, decorrente de sua participação em uma trama golpista.
O possível uso do celular durante a visita chamou a atenção de veículos de comunicação, bem como de autoridades políticas. A deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, denunciou a situação ao Supremo Tribunal Federal, apresentando uma notícia-crime contra Nikolas Ferreira. A denúncia reforça as preocupações sobre a conformidade com as restrições impostas ao ex-presidente e a necessidade de fiscalização rigorosa para evitar qualquer tipo de comunicação não autorizada.
Em sua decisão, o ministro Moraes foi claro ao solicitar que os advogados de Jair Bolsonaro se manifestem a respeito da situação em questão. A deliberada ênfase na proibição do uso de celulares durante essas visitas evidencia a gravidade do contexto em que o ex-presidente se encontra. Durante sua detenção, Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses, sendo mantido em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, razão pela qual as regras de segurança são ainda mais rigorosas.
O desenrolar dessa situação poderá ter implicações significativas para a defesa de Bolsonaro e poderá afetar sua estratégia jurídica ao enfrentar as consequências de suas ações passadas. Ao mesmo tempo, o episódio levanta questões sobre a transparência e o controle de visitas a figuras públicas em situações legais complicadas. É um cenário que reflete a tensão entre política e justiça no Brasil contemporâneo.
