JUSTIÇA – Moraes autoriza divulgação de laudo sobre saúde de Bolsonaro, que aponta comorbidades, mas exclui necessidade de transferência hospitalar; cuidados devem ser otimizados.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a divulgação de um laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento, divulgado nesta sexta-feira (6), conclui que, apesar de apresentar sete condições crônicas de saúde, Bolsonaro não necessita ser transferido para um hospital, mas recomenda que seus cuidados médicos sejam intensificados para minimizar riscos, como o de infarto.

Os exames realizados pelos médicos, que incluíram avaliações físicas e análises laboratoriais, revelaram que o ex-presidente sofre de hipertensão arterial, síndrome da apneia obstrutiva do sono em grau grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais. No entanto, os especialistas informaram que não identificaram condições como depressão ou pneumonia aspirativa. Durante a consulta, Bolsonaro não apresentou queixas que indicassem sentimentos de menos-valia ou desesperança, embora tenha demonstrado um certo abatimento.

Os peritos realizaram a inspeção na unidade prisional conhecida popularmente como “Papudinha”, onde Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado. Após a avaliação, os médicos elaboraram uma série de recomendações para melhorar sua condição de saúde. Eles sugeriram, entre outras medidas, a instalação de grades de apoio em áreas comuns, a introdução de dispositivos de monitoramento e a realização de uma avaliação nutricional.

Além disso, as recomendações incluem a prática regular de atividades físicas e o tratamento fisioterápico contínuo, focado no fortalecimento muscular e no equilíbrio. Moraes, que ordenou a elaboração do laudo após a transferência do ex-presidente para a Papudinha, agora aguarda manifestações da defesa e da Procuradoria-Geral da República sobre os conteúdos do laudo em um prazo de cinco dias. Esta nova avaliação poderá impactar os pedidos de prisão domiciliar solicitados pela defesa de Bolsonaro, que cita questões humanitárias relacionadas à saúde e à idade do ex-presidente, embora ainda não exista um prazo definido para uma decisão sobre o tema por parte do ministro.

Sair da versão mobile