O depoimento está relacionado a um inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro, que foi encontrada com um de seus seguranças durante uma blitz na noite da última segunda-feira. O episódio ocorreu em Taguatinga, no Pistão Norte, onde um veículo Honda Civic foi abordado em um ponto de bloqueio. Durante a abordagem, o motorista, que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), informou que a arma pertencia ao ex-presidente. Além da pistola, um carregador sobressalente do modelo Glock 9 milímetros também foi encontrado no veículo.
Após a abordagem, o motorista foi levado a uma delegacia, onde explicou que estava transportando a arma para reparo e que a havia retirado no mesmo dia em que foi abordado. Ele alegou que o armamento seria devolvido no dia seguinte, o que levantou uma série de questões sobre a posse e o transporte de armas por pessoas ligadas a figuras públicas.
A defesa de Bolsonaro não hesitou em afirmar que o ex-presidente é, de fato, o proprietário da arma, e esclareceu que a entrega do armamento ao segurança foi feita com o intuito de que ele fosse levado para conserto. Os advogados ainda argumentaram que Bolsonaro não está proibido de manter uma arma em sua residência, o que acrescenta um novo desdobramento ao caso.
Em uma decisão adicional, Moraes também permitiu que os advogados se reunissem com Bolsonaro sem restrições de tempo, permitindo que eles preparassem adequadamente sua defesa para o depoimento. Ao longo dos últimos dias, o ex-presidente tem enfrentado uma série de desafios legais, e a resolução desse caso pode impactar não apenas sua vida pessoal, mas também seu futuro político. O país aguarda atentos os desdobramentos desta situação, que toca em questões sensíveis sobre armamento e segurança, especialmente envolvendo figuras públicas.




