JUSTIÇA – Moraes amplia restrição de voo de drones para 1 km ao redor da casa de Jair Bolsonaro durante prisão domiciliar em Brasília.

Em uma decisão recente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a ampliação da área de restrição para voos de drones nas proximidades da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, elevando o limite para 1 quilômetro. Essa medida foi implementada em decorrência de um pedido da Polícia Militar, que está encarregada da vigilância do local durante 90 dias, período em que Bolsonaro se encontra cumprimendo prisão domiciliar.

Anteriormente, Moraes já havia estabelecido uma proibição de voos de drones em um raio de 100 metros da residência, com a possibilidade de prisão para aqueles que desrespeitassem essa determinação. No entanto, a solicitação da PM para expandir o raio de restrição foi feita com o intuito de proporcionar maior segurança e evitar qualquer tipo de monitoramento indevido da residência do ex-presidente.

O ministro analisou a solicitação da Polícia e considerou a ampliação do perímetro de restrição como uma medida adequada. Em sua declaração, Moraes mencionou que a proposta do Batalhão de Aviação Operacional (BavOp) foi fundamental para garantir que o novo limite de 1 quilômetro estivesse em sintonia com as necessidades operacionais e com o nível de proteção exigido no caso específico.

Bolsonaro enfrenta uma pena de 27 anos e três meses em razão de sua condenação relacionada a uma ação penal associada a uma suposta trama golpista. Durante esse período, a segurança em torno de seu lugar de residência se tornou um tópico relevante, especialmente considerando a polarização política que ainda permeia o Brasil.

Essas medidas de segurança refletem a preocupação das autoridades em manter a ordem pública e prevenir possíveis incidentes que possam comprometer a tranquilidade da região, especialmente em tempos de tensões políticas acentuadas. A alteração na regulamentação sobre o uso de drones destaca uma nova era de vigilância em relação a figuras públicas e a necessidade de um monitoramento rigoroso para garantir a segurança de todos os cidadãos.

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