De acordo com a nota, qualquer decisão sobre o envio do caso para a primeira instância da Justiça Federal só deverá ocorrer após a conclusão das investigações pela Polícia Federal. A comunicação enfatiza que “encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias”, assegurando que não haverá apontamentos de nulidades relacionadas ao foro por prerrogativa de função ou à violação do direito à ampla defesa e do devido processo legal. Essa declaração reflete a complexidade e as nuances que cercam o caso, que chegou ao STF após a identificação de um deputado federal nos documentos apreendidos, embora ainda não tenha surgido suspeitas concretas de irregularidades.
Outro ponto que gerou controvérsia foi a decisão do ministro sobre o sigilo máximo das informações do processo, uma medida que foi adotada logo após sua viagem em um jatinho particular no qual estava também um advogado envolvido nas investigações do Master. A nota ressalta que o sigilo já havia sido previamente decretado por um juízo de primeira instância e que a medida foi mantida para evitar vazamentos indesejados que possam prejudicar as apurações.
Além disso, as pressões para que Toffoli se afastasse da relatoria têm aumentado, especialmente após ações que foram vistas como incomuns, como a determinação de que materiais apreendidos fossem enviados ao STF antes de passarem pela perícia da Polícia Federal. O caso ainda apresenta um novo desdobramento, com reportagens insinuando um vínculo entre um fundo associado ao Master e familiares do ministro, incluindo dois de seus irmãos, em um empreendimento turístico no Paraná. Contudo, Toffoli não se pronunciou sobre essa alegação.
A continuidade e o desfecho do caso Master agora dependem da decisão do próprio Dias Toffoli, o que intensifica a expectativa em torno das próximas etapas do processo no STF. A situação ressalta o delicado equilíbrio entre a legalidade das operações da justiça e a pressão externa sobre suas decisões e constituições.






