A reportagem também indicou que um oitavo voo teria sido feito em uma aeronave de propriedade de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que é objeto de investigações relacionadas a fraudes envolvendo o Banco Master.
Em resposta às acusações, o gabinete do ministro Moraes qualificou as informações como “ilações” e categoricamente negou a veracidade das alegações. A nota divulgada menciona que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas” e ressalta que Moraes nunca esteve a bordo de aviões de Vorcaro ou de Zettel, individualmente citados. O ministro destacou ainda que não tem conhecimento pessoal de Fabiano Zettel.
Por outro lado, o escritório de advocacia Barci de Moraes, referindo-se à sua atuação, reconheceu ter contratado serviços de táxi aéreo, incluindo os prestados pela Prime Aviation. Contudo, em nota, enfatizou que os mencionados banqueiros nunca estiveram presentes em voos realizados por seus advogados, assegurando que todos os pagamentos pelos voos foram realizados com transparência e de acordo com os contratos estabelecidos.
A situação levanta questões sobre a transparência nas relações entre agentes públicos e setores privados, o que invariavelmente será alvo de discussões nas esferas política e judiciária. A negação enérgica do ministro e as explicações do escritório de advocacia visam esclarecer os fatos em um contexto onde a confiança pública nas instituições legais é continuamente desafiada. O caso, que envolve figuras importantes do cenário financeiro e jurídico brasileiro, permanece sob a atenção da opinião pública e de analistas.
