Até o momento, o placar do julgamento virtual está 3 a 1 para manter a prisão do ex-atleta, com os votos dos ministros Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin a favor da manutenção da detenção. Fux, que é o relator do caso, está acompanhando de perto o andamento do processo. Os demais ministros do STF têm até o dia 26 de novembro para inserir o seu voto no sistema e encerrar o julgamento.
A defesa de Robinho entrou com um novo pedido de liberdade no STF, uma vez que o jogador se encontra detido em Tremembé, a 150 quilômetros de São Paulo, cumprindo uma pena de nove anos de detenção. O ex-jogador foi preso em março deste ano em Santos (SP) e desde então aguarda uma decisão da justiça.
No seu voto, Gilmar Mendes destacou a não aplicação do artigo 100 da Lei de Migração de 2017, que trata da homologação de sentenças penais estrangeiras. Segundo o ministro, a Transferência de Execução da Pena (TEP) não se aplica ao caso de Robinho, pois não pode retroagir ao crime cometido em 2013.
A condenação do ex-jogador foi executada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologar a sentença da Justiça italiana, que o condenou por estupro coletivo cometido contra uma mulher de origem albanesa. O crime teria ocorrido em uma boate em Milão, em 2013. A carreira de Robinho inclui passagens por diversos clubes ao redor do mundo, como Real Madrid, Manchester City e Milan, além da seleção brasileira. O jogador anunciou a sua aposentadoria em 2022 e desde então não atua oficialmente nos gramados.





