JUSTIÇA – Ministro Gilmar Mendes afirma que não há razão para impedir ministros do STF de julgar denúncia contra Bolsonaro sobre trama golpista.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fez declarações polêmicas nesta terça-feira (25) sobre o pedido de afastamento de ministros da Corte no julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, relacionada à trama golpista.

A defesa de Bolsonaro solicitou que os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino fossem impedidos de participar do julgamento, que será conduzido pela Primeira Turma do STF, cuja data ainda não foi definida. No entanto, Gilmar Mendes afirmou que não há motivos para o impedimento, destacando que os pedidos de suspeição não podem ser usados como estratégia para afastar os relatores dos processos.

Em conversa com jornalistas, Mendes enfatizou que é legítimo questionar as suspeitas, mas ponderou que não vê motivos concretos para o afastamento dos ministros em questão. Ele também comentou sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes, que advertiu um ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, ressaltando que a situação não se assemelha ao caso de conluio entre Sergio Moro e a força-tarefa da Lava Jato.

O decano do STF ainda analisou a gravidade das acusações presentes na denúncia da trama golpista, comparando-as a outros casos históricos da Corte, como o mensalão. Ele considerou que, diante da robustez das informações apresentadas pela Polícia Federal, as denúncias envolvendo tentativa de golpe de Estado são extremamente sérias e exigem uma análise criteriosa.

As ações para impedir a participação de Flávio Dino e Cristiano Zanin no julgamento se baseiam em argumentos relacionados ao passado de ambos os ministros, que pertencem à Primeira Turma. Caso a maioria dos ministros aceite a denúncia, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus e responderão a uma ação penal no STF, com possibilidade de um julgamento ainda no primeiro semestre de 2025.

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