JUSTIÇA – Ministro Flávio Dino diverge de colegas em seu primeiro voto presencial no STF, em caso de corrupção e abuso de prestígio.

Na tarde desta terça-feira, o ministro Flávio Dino realizou sua estreia em uma sessão presencial de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Dino, que foi recentemente empossado, participou da análise de um habeas corpus na Primeira Turma do STF e apresentou um voto divergente do ministro Cristiano Zanin, que também é um novo integrante da Corte, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O caso em questão tratava de uma denúncia de corrupção e abuso de prestígio envolvendo um advogado que teria exigido R$ 100 mil para influenciar uma decisão judicial. O ministro Zanin, que tem experiência como advogado, votou pelo trancamento da ação penal, alegando que a abertura do processo se baseou apenas em uma delação premiada, sem outras provas que confirmassem as acusações.

Por outro lado, Flávio Dino seguiu a divergência apresentada pela ministra Cármen Lúcia e votou a favor da continuidade do processo criminal. Em seu voto, ressaltou que o Supremo não atua no “éter” e que as decisões da Corte devem considerar o que foi decidido em instâncias anteriores.

Dino destacou a existência de indícios de corroboração da colaboração apresentados na denúncia pelo Ministério Público, motivo pelo qual a instrução do processo deve prosseguir. O habeas corpus foi o único caso julgado pela Primeira Turma nesta terça-feira, com a sessão sendo encerrada logo em seguida pelo presidente do colegiado, ministro Alexandre de Moraes.

Vale ressaltar que essa não foi a primeira participação de Flávio Dino no STF, já que na segunda-feira ele registrou um voto no plenário virtual em um processo que discutia a repercussão geral de um caso envolvendo um motorista de aplicativo e a Uber. Com sua atuação ativa e marcante no Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino promete ser uma voz relevante nas decisões judiciais da mais alta corte do país.

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