Segundo o ministro, a proibição tem o objetivo de garantir que os recursos sejam utilizados conforme os objetivos constitucionais dos programas sociais, sem prejudicar o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade que se enquadram nos critérios de elegibilidade. Dessa forma, o governo deverá implementar soluções imediatas para impedir a participação dos beneficiários do Bolsa Família e de outros programas assistenciais em apostas eletrônicas.
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as dificuldades operacionais para cumprir a decisão anteriormente proferida pelo ministro Luiz Fux, que também visava impedir os gastos dos beneficiários em apostas online. O principal obstáculo encontrado pela AGU está na identificação dos recursos provenientes dos benefícios sociais e de outras fontes de renda presentes nas contas dos beneficiários, o que dificulta a fiscalização e o controle do uso desses recursos.
O debate em torno do uso de benefícios sociais em apostas online foi motivado por uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) protocolada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade questiona a lei que regulamentou as apostas online de quota fixa e alega que a prática de jogos de azar pode causar impactos negativos nas classes sociais menos favorecidas, como o aumento do endividamento das famílias.
Diante disso, a decisão do TCU e as medidas adotadas pelo governo federal buscam garantir que os recursos destinados aos programas sociais sejam utilizados de forma adequada, contribuindo para a promoção da assistência e redução da vulnerabilidade das famílias beneficiárias.





