Na manhã de ontem, os ministros do STJ se reuniram de forma extraordinária para discutir a situação do colega. A reunião foi realizada a portas fechadas, um dia após Buzzi ter enviado uma carta a seus pares, na qual defende sua inocência. Em sua mensagem, ele afirma: “Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”. Ao longo de sua declaração, o ministro argumenta que seu histórico pessoal e profissional, que considera ilibado, deve ser uma consideração importante ao analisar as acusações que pesam sobre ele, buscando uma abordagem cautelosa.
As denúncias contra Buzzi não se limitam a uma única ocorrência. Na segunda-feira, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou ter recebido uma segunda queixa semelhante. Os relatos indicam que ele teria tentado agarrar a jovem durante um banho de mar. O incidente, que supostamente ocorreu em Balneário Camboriú, Santa Catarina, envolveu a jovem em questão, que é filha de amigos do ministro.
Em função das acusações, uma investigação criminal foi aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Buzzi possui prerrogativa de foro devido ao seu cargo. O STJ, por sua vez, lançou uma sindicância para investigar as alegações, enquanto Buzzi já havia apresentado um primeiro atestado médico, após um período de internação em um hospital em Brasília.
O clima é tenso e complicado, tanto para o ministro quanto para o funcionamento do próprio STJ, que enfrenta um desgaste institucional devido às gravíssimas acusações. A carta de Buzzi revela seu estado emocional fragilizado, pois ele se considera vítima de um processo que o expõe a uma dor intensa e a um grande sofrimento, tanto para ele quanto para sua família. Ele espera que a apuração dos fatos possa trazer à luz a verdade, que, segundo ele, respaldará sua inocência e o restabelecerá em sua posição.







