A condenação de Garotinho pela Justiça Eleitoral foi relacionada à chamada Operação Chequinho, na qual ele foi sentenciado a 13 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão. O ex-governador foi acusado de participar do esquema de compra de votos em troca de benefícios sociais para favorecer candidatos de seu grupo político nas eleições municipais de 2016 em Campos dos Goytacazes.
Uma reviravolta no caso ocorreu em 2022, quando um dos denunciados teve sua condenação anulada pelo STF devido à obtenção de provas consideradas ilícitas. A defesa de Garotinho alega que as provas utilizadas contra ele também foram obtidas de maneira irregular.
Ao conceder a liminar, o ministro Zanin destacou que a investigação que resultou na condenação de Garotinho teve origens ilícitas, semelhantes ao caso do réu cuja condenação foi anulada anteriormente. Essa suspensão dos efeitos da condenação em relação à inelegibilidade de Garotinho é necessária para garantir que ele não seja prejudicado caso as condenações sejam consideradas nulas devido a provas ilícitas.
Com essa decisão, Anthony Garotinho anunciou em suas redes sociais que pretende concorrer a uma vaga de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ele ressaltou que está pronto para uma “linda corrida eleitoral com seriedade, amor e a força do povo”.
Essa reviravolta no caso de Garotinho certamente terá impactos significativos no cenário político do Rio de Janeiro, e a decisão final sobre sua participação nas eleições municipais deste ano ainda está pendente, aguardando o desenrolar do habeas corpus concedido pelo STF.
