Essa redução se dá com base em uma previsão legal que possibilita descontos na pena de detentos que alcançam certas conquistas educacionais. No caso de Delgatti, a remissão de pena foi aprovada após sua aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltado para pessoas privadas de liberdade. O próprio ministro destacou em sua decisão que esta redução corresponde a sua “aprovação integral no ENEM PPL 2025”, e foi crucial para a diminuição do tempo a ser cumprido na prisão.
Walter Delgatti, que já havia sido condenado em maio de 2025, foi acusado de invadir o site do CNJ a mando da ex-deputada Carla Zambelli. A invasão resultou na emissão de um mandado de prisão falso contra o próprio Alexandre de Moraes, um ato que gerou repercussões e condenações severas.
Com a condenação, Delgatti teve um tempo considerável de detenção inicial: cerca de um ano e onze meses, que correspondeu a 20% de sua pena total. Em janeiro deste ano, ele iniciou o cumprimento da pena em regime semiaberto, onde pode ter mais liberdade, mas ainda sob supervisão do sistema prisional.
A decisão de reduzir a pena através da remição por estudo levanta discussões sobre as alternativas de reintegração social de detentos e os mecanismos legais disponíveis para motivar a educação dentro do sistema prisional. A possibilidade de redução através da educação, neste caso, além de ser uma medida prevista em lei, apresenta uma chance de transformação e melhor aproveitamento do tempo que os encarcerados passam longe da sociedade.
