JUSTIÇA – Ministro do STF nega novo pedido de prazo para defesa de general acusado de golpe de Estado em decisão polêmica.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou mais um pedido do general Walter Braga Netto por prazo adicional para se defender da acusação de envolvimento em um golpe de Estado. O pedido foi feito na véspera, após Moraes ter negado a solicitação anterior da defesa por prazo em dobro. O ministro reiterou que Braga Netto tem até as 23h59 de sexta-feira para apresentar sua defesa.

Moraes manteve o prazo de 15 dias para a defesa se manifestar, conforme previsto no regimento interno do STF, mas a defesa argumenta que a legislação penal e os precedentes da Corte recomendam a concessão do prazo em dobro. A defesa alega não ter tempo suficiente para analisar os vastos conjuntos de provas e documentos apresentados.

Além disso, a defesa argumenta que Braga Netto tem o direito de se defender somente após o delator, conforme previsto na Lei de Colaboração Premiada. No entanto, Moraes reiterou que não há previsão legal para essa ordem e que a defesa terá acesso a todos os elementos de prova.

Os advogados do general também alegam não ter acesso total às provas que embasam a denúncia, mas Moraes afirmou que a defesa possui amplo acesso aos elementos de prova documentados. Braga Netto foi denunciado junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 32 pessoas por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

O general está preso preventivamente desde dezembro do ano passado, acusado de tentar obstruir a investigação sobre o golpe. A defesa nega as acusações e afirma que Braga Netto não interferiu nas investigações. A Procuradoria-Geral da República terá cinco dias para se manifestar antes do caso ser encaminhado para a Primeira Turma do STF para julgamento.

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