A determinação de Moraes segue o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumenta ser necessária a manutenção da prisão para garantir a ordem pública e o prosseguimento das investigações relacionadas ao caso. No mês anterior, o Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia contra Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, seu irmão Chiquinho Brazão, deputado federal, e Rivaldo Barbosa, pelos crimes de homicídio e organização criminosa, resultando em suas prisões em presídios federais.
Mesmo diante do pedido de soltura feito pela defesa dos acusados, alegando ausência de risco de fuga e a possibilidade de aplicação de medidas menos severas, o ministro Moraes decidiu manter a detenção. Além disso, foi negada também a solicitação de transferência de Domingos Brazão para uma cela especial de estado-maior, conforme requerido pela defesa.
Recentemente, os réus relacionaram cerca de 70 testemunhas de defesa no processo em curso no Supremo Tribunal Federal, no entanto, as oitivas ainda não foram agendadas. A situação permanece em constante desenvolvimento, acompanhada de perto pela sociedade e pela imprensa, em meio às complexidades e desdobramentos do caso Marielle Franco.
