Ao afirmar que “o crime não está no morro”, Flávio Dino recebeu aplausos dos representantes de movimentos sociais que acompanharam a sessão. Ele enfatizou que o crime organizado possui uma estrutura baseada no financiamento das milícias e na lavagem de dinheiro, e que suas atividades não se limitam aos bairros populares, morros ou periferias, mas também estão presentes nas áreas urbanas.
Além disso, o ministro, que já atuou como ministro da Justiça e governador do Maranhão, ressaltou a importância de uma abordagem mais estratégica na segurança pública, afirmando que esta não se resume apenas a atirar aleatoriamente. Ele defendeu o uso da força legítima pelo Estado, de forma proporcional e com método, para garantir a segurança da população.
O STF também estabeleceu medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado no Rio de Janeiro. Entre as ações determinadas pelo tribunal estão o uso proporcional da força policial, a instalação de câmeras nas viaturas e a elaboração de um plano de reocupação de territórios invadidos pelas organizações criminosas.
Com essas decisões e posicionamentos, o ministro Flávio Dino e o STF buscam promover uma abordagem mais eficaz e responsável no combate ao crime organizado, visando garantir a segurança e os direitos da população afetada pelas ações criminosas.