JUSTIÇA – Ministro do STF é aplaudido ao afirmar que crime organizado não está concentrado nas favelas durante julgamento histórico da ADPF.

Durante a sessão que finalizou o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como a ADPF das Favelas, o ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF) foi aplaudido pelos presentes. Em seu discurso, o ministro ressaltou que há distorções na percepção da atuação do crime organizado, destacando que este não está concentrado nas áreas populares, como comumente se acredita.

Ao afirmar que “o crime não está no morro”, Flávio Dino recebeu aplausos dos representantes de movimentos sociais que acompanharam a sessão. Ele enfatizou que o crime organizado possui uma estrutura baseada no financiamento das milícias e na lavagem de dinheiro, e que suas atividades não se limitam aos bairros populares, morros ou periferias, mas também estão presentes nas áreas urbanas.

Além disso, o ministro, que já atuou como ministro da Justiça e governador do Maranhão, ressaltou a importância de uma abordagem mais estratégica na segurança pública, afirmando que esta não se resume apenas a atirar aleatoriamente. Ele defendeu o uso da força legítima pelo Estado, de forma proporcional e com método, para garantir a segurança da população.

O STF também estabeleceu medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado no Rio de Janeiro. Entre as ações determinadas pelo tribunal estão o uso proporcional da força policial, a instalação de câmeras nas viaturas e a elaboração de um plano de reocupação de territórios invadidos pelas organizações criminosas.

Com essas decisões e posicionamentos, o ministro Flávio Dino e o STF buscam promover uma abordagem mais eficaz e responsável no combate ao crime organizado, visando garantir a segurança e os direitos da população afetada pelas ações criminosas.

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