A solicitação foi feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que alega que o vídeo publicado por Bolsonaro representa incitação pública ao crime, ao questionar a regularidade das eleições de 2022. O ex-presidente foi incluído no inquérito que apura os atos e a preservação do vídeo foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em meados de janeiro deste ano.
Em resposta, a empresa Meta argumentou que a publicação em questão foi apagada por Bolsonaro pouco tempo depois de ter sido publicada, o que impossibilita o cumprimento da decisão judicial, uma vez que o vídeo não está mais disponível nos servidores da empresa.
A decisão de Moraes tem gerado debates e controvérsias, com apoiadores de Bolsonaro defendendo a liberdade de expressão e alegando censura por parte do STF. Por outro lado, críticos do ex-presidente argumentam que as declarações públicas do líder político podem representar uma ameaça à democracia e justificam a atuação do Poder Judiciário para investigar e coibir possíveis crimes.
O embate entre o STF e o ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido recorrente ao longo dos últimos anos, com a Corte intervindo em diversas ocasiões para coibir discursos e ações consideradas antidemocráticas por parte do político. O episódio envolvendo a publicação do vídeo e a determinação de Moraes mais uma vez coloca em evidência a tensa relação entre os poderes executivo e judiciário no Brasil.






