Durante sua reunião, Durigan teve um diálogo direto com o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro Gilmar Mendes. O foco das conversas girou em torno da urgência de estabelecer diretrizes claras que assegurem a análise e aprovação adequadas dessas matérias, considerando seus possíveis repercussões financeiras. O ministro demonstrou sua preocupação com a possibilidade de que essas iniciativas fossem tratadas sem a devida consideração de um impacto fiscal substancial.
Os ministros do Supremo informaram Durigan que estão considerando a promulgação de uma súmula que padronizaria o entendimento jurídico sobre a obrigatoriedade de apresentação de estudos de viabilidade fiscal antes da aprovação de propostas que possam ser classificadas como pautas-bombas. Esta mudança, segundo Durigan, representa um avanço crucial para garantir a segurança fiscal do país. Ele ressaltou a importância desse respaldo, enfatizando que muitos desses projetos têm potencial para comprometer a estabilidade financeira futura, mesmo que não impactem imediatamente as contas do governo.
Um exemplo recente de pauta-bomba aprovada foi a autorização do Senado para a renegociação de dívidas de produtores rurais, que foram severamente afetados por eventos climáticos e crises geopolíticas, como a guerra no Irã. Essa decisão, se levada em conta, poderá resultar em um impacto financeiro considerável, estimado em até R$ 140 bilhões ao longo de uma década. A situação ressalta ainda mais a necessidade de um controle fiscal rigoroso e de um diálogo constante entre os poderes Executivo e Judiciário para evitar que medidas legislativas comprometam seriamente a saúde financeira do país.
Diante desse cenário, Durigan reiterou que seu objetivo é garantir condições básicas que assegurem a viabilidade fiscal, refletindo seu compromisso com um futuro sustentável e responsável para as finanças públicas brasileiras.
