Em seu voto, Moraes condenou João Lucas Vale Giffoni, Jupira da Cruz Rodrigues, Nilma Lacerda Alves, Davis Baek e Moacir Jose Dos Santos. Vale Giffoni, Rodrigues e Alves foram sentenciados a 14 anos de prisão, enquanto Baek recebeu uma pena de 12 anos e Dos Santos foi condenado a 17 anos. Todos os réus foram acusados pelo Ministério Público de práticas como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado.
O julgamento virtual consiste no registro dos votos pelos ministros no sistema eletrônico, sem necessidade de deliberação presencial. A sessão é aberta com o voto do relator, seguido pelos demais ministros até o horário limite estabelecido pelo sistema. Antes do julgamento, os advogados têm a oportunidade de enviar vídeos com a gravação da sustentação oral.
Dentre os réus condenados, destaca-se João Lucas Valle Giffoni, morador de Brasília, que foi preso em flagrante dentro do Congresso Nacional pela Polícia Legislativa. A defesa de Giffoni afirma que ele não participou da invasão do prédio e entrou no Congresso para fugir das bombas de gás lacrimogêneo. Segundo seus advogados, o réu não apoia atos antidemocráticos e de vandalismo.
Outra ré condenada é Jupira Silvana da Cruz Rodrigues, residente em Betim (MG) e que foi presa no Palácio do Planalto. Sua defesa argumenta que não há evidências de sua participação na depredação. De acordo com os advogados, ela chegou à Esplanada dos Ministérios após o início dos atos de vandalismo e entrou no palácio para se proteger dos disparos de balas de borracha e do gás lacrimogêneo lançados contra os manifestantes.
Nilma Lacerda Alves, de Barreiras (BA), também foi detida no Palácio do Planalto. Sua defesa alega que ela não fez parte das depredações e não existem provas no processo que justifiquem sua condenação.
Davis Baek, morador de São Paulo, foi preso na Praça dos Três Poderes portando materiais como rojões, cartuchos de gás lacrimogêneo, uma faca e um canivete. Sua defesa afirma que ele não participou da depredação.
Por fim, Moacir Jose dos Santos, de Cascavel (PR), também foi preso no Palácio do Planalto. Sua defesa argumenta que o réu estava em Brasília para participar de uma manifestação ordeira e pacífica, não aderindo aos atos de vandalismo. Também é afirmado que ele não estava portando armas e entrou no palácio para se proteger.
Há duas semanas, o STF já havia condenado os primeiros três réus envolvidos nos atos golpistas. O julgamento dos demais continua e o resultado final será divulgado no dia 2 de outubro.





